quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Como evitar e enfrentar os casos de pornografia por vingança - revenge porn

Não pelo assunto estar em voga atualmente - inclusive há um PL no Congresso Nacional a respeito, PL 6630/13 -, mas por afetar todo o mundo, principalmente onde a Internet está consolidada como que um direito fundamental, este post tem a intenção de ajudar não só a evitar a pornografia por/da vingança (em inglês, revenge porn).

Evitando o revenge porn:

- (dica básica deveria ser) não se permitir fotografar ou filmar nua ou em situações íntimas;
- a cobrança de tal atitude pelo(a) parceiro(a) não deve ser tido como "prova de amor", tal qual o empréstimo de senha;
- no caso de relações conjugais baseadas em contratos formais, prever cláusula que evite tal exigência pelo "parceiro";
- caso mesmo o faça (tirar fotos ou vídeos), não envie por mensagens, não compartilhe e apague logo após.

Caso se permita a tais atitudes, preserve-se com as seguintes garantias:

- primeiro, procure evitar a filmagem ou foto de seu rosto ou de partes do corpo que possam identifica-la(o), como tatuagens etc.
- fique de posse das imagens e vídeos;
- criptografe as imagens e vídeos;
- não mantenha os arquivos em dispositivos móveis, sejam celulares, smartphones, pen drives, HDs externos etc.;
- no computador, tenha sempre uma senha de acesso à sua conta (além da criptografia);
- em nenhuma hipótese, tenha esse tipo de arquivo na nuvem (Dropbox, Google Drive, Skydrive, iCloud etc.). Interessante observar que alguns dispositivos móveis carregam automaticamente as fotos para a nuvem)
- jamais envie por e-mail, mensagem de texto, mensagens por comunicadores instantâneos (pelo Facebook, Hangout, Skype, Whatsapp etc.);
- e, finalmente, apague os arquivos, não esquecendo de utilizar mecanismo que evite recuperação de tais imagens.

Fui vítima e, agora, o que eu faço?

Regra básica: não se desespere! Procure seus amigos e família, explique a situação e enfrente-a, procurando:
- guardar todas as informações encontradas na Internet ou em smarphones, como nomes de perfis que as divulgaram nas redes sociais (guarde os links correspondentes aos perfis, fotos e/ou vídeos compartilhados) ou comunicadores instantâneos (neste caso, também o número do telefone);
- imprima o que é possível e peça aos amigos ficarem atentos ao aparecimento de mais informações na rede;
- registre uma ocorrência policial, levando todas as informações, já impressas e, caso surjam novos dados, encaminhe-os à polícia;
- para fins de busca de reparação cível, procure um Tabelião e registre uma Ata Notarial, em que o profissional dará "fé pública" àquela informação encontrada na rede;
- imediatamente após a guarda dos dados, notifique o provedor onde está o conteúdo para que o delete (jamais faça isso antes de guardar as provas!);
- procure um advogado, que lhe orientará em relação à busca de reparação de danos.

Veja as reportagens, interessantes, sobre o assunto:

Nenhum comentário: