quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Palestra: 5ª edição do Projeto "Conversando sobre as Carreiras Jurídicas" na UniRitter

Conforme já divulgado no site da Polícia Civil gaúcha, estarei, hoje 29/08, às 18 horas, no Auditório do Prédio D, no Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter). Na ocasião acontece a 5ª edição do Projeto de Extensão "Conversando sobre as Carreiras Jurídicas".

O Projeto consiste numa série de palestras mensais com diferentes profissionais do Direito sobre o acesso e como se desenrolam as carreiras jurídicas. O responsável é o professor Voltaire Michel e destina-se a todo o público interessado, em especial a alunos de início de curso ou concluintes com dúvidas sobre as carreiras jurídicas.

Entrevista: Cibercrime: anonimato e falta de leis dificultam ação policial

Reprodução da entrevista que concedi à Thais Sabatini, da InformationWeek, publicada dia 24 de agosto de 2012:

Emerson Wendt, delegado da polícia civil do RS, fala sobre falta de padrão na atuação e de conversas entre forças estaduais e federais também atrapalham

O sentimento de impunidade, a falta de leis, o anonimato e a falta de padrão de atuação entre as polícias federais, exército e polícias estaduais dificulta o combate ao cibercrime. Emerson Wendt, delegado da polícia civil do estado do Rio Grande do Sul, explicou, durante o a Cúpula Latino-Americana de Analistas de Segurança 2012, em Quito (Equador), em entrevista à InformationWeek Brasil, os motivos pelos quais é tão difícil manter esses criminosos na cadeia e, muitas vezes, até identificá-los. A seguir, você confere os principais trechos da conversa.

InformationWeek Brasil – Quais são os desafios que o cibercrime trazem para o governo?

Emerson Wendt – Acredito que a questão da ciberdefesa é uma atribuição do Exército brasileiro. Nesse caso, o que poderia melhorar é a interação desse órgão com as polícias estaduais, no sentido de maior troca de informações. Além disso, poderiam proporcionar um treinamento para as forças estaduais em um parâmetro mais macro, porque, em determinadas situações, como em um ataque de negação de serviço, que pode ser crime, a Polícia Federal atuará quando a vítima é a nação, mas quando o Estado é o alvo, a Polícia Civil ficará responsável. É claro que os órgãos que tem esse acompanhamento poderiam ter informações que poderiam auxiliar as polícias estaduais.

IWB – E para a segurança pública?

Wendt – O principal desafio para a segurança pública, que é responsável pelo Estado, é criar uma atuação padrão no País. Deve-se criar um padrão de trabalho e de investigação. Além de ter uma coordenação central que pudesse acompanhar casos que acontecem em determinados Estados para estabelecer uma ação proativa nos outros que não foram alvos. Ou seja, trabalhar com um serviço de inteligência para o cibercrime

IWB – Como a polícia brasileira tem se preparado para lidar com essa situação?

Wendt – A Polícia Federal tem uma unidade que trabalha nisso e possui treinamento padrão para a repressão. Por exemplo, em uma fraude bancária contra a Caixa Econômica Federal a atuação é da Polícia Federal. Para lidar com a investigação, eles têm um projeto chamado tentáculo que analisa cada caso. Dentro deste escopo, eles pesquisam e, se descobrem uma ação padrão, instauram um inquérito. Não é como a polícia estadual que instaura um procedimento para cada caso registrado. Não existe ainda um trabalho unitário em termos estaduais.

IWB – Qual é o principal empecilho para o combate a esse tipo de ação no País?

Wendt – Existem três circunstancias: a primeira, é que hoje um provedor no Brasil não tem a obrigação de guardar o serviço de um usuário que se conecta à internet ou a um serviço nela. A segunda, é que mesmo em atendimento à uma ordem judicial, esses provedores não têm prazo para dar uma resposta ao pedido policial. E a terceira é a questão das lan houses. Muitos crimes são praticados nelas e – em muitos estados – elas não têm a obrigação legal de guardar os registros de quem se conecta. Ou seja, tem ocasiões nas quais, durante uma investigação, chegamos em uma lan house e não conseguimos dar continuidade. Por isso, precisamos do estabelecimento de um padrão de comportamento dos provedores e administradores de redes de TI. Caso contrário, as vítimas continuarão a ser penalizadas duas vezes.

IWB – O que o Brasil precisa para lutar contra o cibercrime?

Wendt – Temos várias dificuldades em combater esses crimes, por várias circunstancias. Muitas vezes, a própria vítima acaba por não nos trazer o que realmente importa. A vítima tem que saber preservar a prova e não simplesmente formatar a máquina. Muitas vezes, a máquina dela nos interessa. Ou, na rede social, quando há uma ofensa por Facebook, ela denuncia o perfil, só que não se lembra de guardar a URL e imprimir a página. Quando vai registrar a ocorrência, já não tem mais a informação de qual é a URL. Isso prejudica a investigação. Tem, ainda, o caso do e-mail, quando ela recebe, fica ofendida, imprime e apaga o e-mail, mas o que vem por trás do e-mail, que é o código fonte, é o que me interessa, é o caminho percorrido pela mensagem. A outra questão é a formação de policiais e autoridades públicas. Também falta um padrão de tratamento em algumas circunstâncias, como é o caso de interceptação de internet como existe na Europa, que é um termo de recepção de internet.

IWB – Quais são as principais armas utilizadas contra esses criminosos?

Wendt – Utilizamos a engenharia social como uma arma contra o cibercrime, mas é lógico que nós temos que obter uma autorização legal para usar a ferramenta que o criminoso utiliza. Nós procuramos utilizar a mesma forma de atuação dele, contra ele. Então, poderia dizer que é isso. Também utilizamos o agente infiltrado, mas só em casos de organização criminosa. Além disso, também usamos a delação premiada, onde identificamos o co-autor de um crime e damos um benefício, como redução de pena, quando ele entrega a organização criminosa.
 
Link da entrevista, aqui.

domingo, 26 de agosto de 2012

Convite: Lançamento do livro Crimes Cibernéticos no Rio de Janeiro

Depois do sucesso que foi o lançamento do livro "Crimes Cibernéticos - Ameaças e Procedimentos de Investigação" em São Paulo, durante o IV Congresso de Crimes Eletrônicos da Fecomercio, com a participação do Higor Jorge, a próxima agenda acontecerá durante a VII edição do Workshop de Segurança da Informação – SegInfo, que acontecerá entre os dias 31 de agosto e 1º de setembro, próximos.

A agenda do evento está aqui e todos podem conferir, já que ainda estão abertas as inscrições para participar deste importante evento da área de Segurança da Informação que ocorre no Brasil.

A notícia do lançamento do livro no evento já havia sido divulgada pelo Bruno Salgado, coordenador do SegInfo.

Serão excelentes palestras que ocorrerão durante a programação. Desde já agradeço ao Bruno Salgado e à Brasport (Editora) pela coordenação dos trabalhos.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Convite: Lançamento do livro Crimes Cibernéticos em São Paulo

É com satisfação que deixo registrado aqui no Blog o convite para o lançamento do livro que escrevi junto com o Higor Vinícius Nogueira Jorge: Crimes Cibernéticos: Ameaças e Procedimentos de Investigação. O primeiro lançamento ocorrerá nos dias 23 e 24 no IV Congresso de Crimes Eletrônicos e Formas de Proteção, realizado pela Fecomercio - SP.

Nesse evento estarei participando, como painelista, falando sobre "Crimes Empresariais na Internet".


Local do evento: Rua Doutor Plínio Barreto, 285, Bela Vista, São Paulo - SP.

Agradeço ao organizador do evento, Dr. Renato Ópice Blum, pela oportunidade ímpar!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Entrevista: Lançamento do livro Crimes Cibernéticos é destaque no Consumidor RS

Na semana que passou dei uma entrevista ao Alexandre Appel, do site Consumidor RS, para ir ao ar na TV Net a partir de hoje (13/08). O objetivo da entrevista ao Jornal do Consumidor foi divulgar o livro Crimes Cibernéticos – Ameaças e Procedimentos de Investigação, escrito junto com Higor Vinicius Nogueira Jorge.

A notícia foi divulgada neste link e está reproduzida abaixo:


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Lançamento do livro sobre crimes cibernéticos: ameaças e procedimentos de investigação

Depois de um tempo afastado do Blog, em razão das atividades profissionais, gostaria de deixar o registro quanto ao lançamento do meu livro, escrito juntamente com o colega Higor Vinicius Nogueira Jorge, de São Paulo.

O livro “Crimes Cibernéticos – Ameaças e Procedimentos de Investigação” foi elaborado no ano de 2011 e, agora, encontra-se em pré-venda no site da editora Brasport (http://www.brasport.com.br/informatica-e-tecnologia/seguranca-br-2-3-4-5/crimes-ciberneticos-ameacas-e-procedimentos-de-investigacao.html). A partir do dia 10 de agosto o livro será comercializado também nas Livrarias.

O obra, segundo a nossa avaliação, é considerada uma das primeiras do Brasil que apresentam o passo a passo para a investigação dos crimes eletrônicos e tem sido aguardado com muito entusiasmo entre os profissionais da área. É de um linguajar bastante simples, visando o entendimento de quem não tem muito conhecimento na área.

Diversos foram os motivos que nos levaram a escrever o livro, mas os principais foram contribuir para a segurança virtual no Brasil e preparar policiais e outros integrantes da persecução penal para o combate aos crimes cometidos no âmbito da internet, ou seja, os crimes cibernéticos.

Percebeu-se, num momento inicial, que havia a necessidade de se estabelecer, frente às deficiências e vulnerabilidades dos órgãos policiais diante do crescimento do registro dos crimes cometidos em ambientes virtuais e/ou eletrônicos, uma metodologia auxiliar na investigação criminal, qualificando-a.

Assim, o conteúdo foi sendo gerado após inúmeras pesquisas e trocas de conhecimentos, não só entre nós, autores, mas também com inúmeros interlocutores. Procurou-se, contudo, a ideia da simplicidade frente à complexidade do problema, visando facilitar o trabalho de investigação criminal dos órgãos policiais de todo o Brasil e também auxiliar os profissionais da área, principalmente advogados e integrantes de outras carreiras, a melhor compreender a matéria e atender aos seus clientes, já preparando o conteúdo para eventual ação penal e/ou cível correspondente.

Sobre nós:

Emerson Wendt
é Delegado de Polícia da Polícia Civil do Rio Grande do Sul; professor de Inteligência Policial nas Academias de Polícia Civis do Rio Grande do Sul, Pernambuco e Sergipe e na Secretaria Nacional de Segurança Pública; professor de Investigação Criminal e Investigação de Crimes pela Internet na Academia de Polícia Civil gaúcha; professor em cursos de pós-graduação na Unisc (Santa Cruz do Sul), IDC (Porto Alegre), Unisinos (São Leopoldo) e Senac (Passo Fundo). Formado em Direito pela Universidade Federal de Santa Maria e pós-graduado em Direito pela Universidade Regional Integrada – Campus Frederico Westphalen.

Higor Vinicius Nogueira Jorge
é Delegado de Polícia da Polícia Civil de São Paulo; professor dos cursos de formação e aperfeiçoamento da Academia de Polícia do Estado de São Paulo e de Sergipe; professor da pós-graduação em Polícia Judiciária e Sistema de Justiça Criminal da Academia de Polícia do Estado de São Paulo; professor da pós-graduação em Investigação de Fraudes e Forense Computacional: Direito Digital (IFFC) da Faculdade Impacta de Tecnologia; professor da pós-graduação em Perícia Forense Computacional da Faculdade de Tecnologia São Mateus; palestrante do curso de inteligência estratégica da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra – representação de Campinas; titular da cadeira 30 da Academia de Ciências, Artes e Letras dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo; membro consultor da Comissão de Direito Eletrônico e Crimes de Alta Tecnologia e da Comissão de Ciência e Tecnologia da OAB-SP. Graduado em Direito pelo Centro Universitário Toledo Araçatuba e pós-graduado em Polícia Comunitária pela Universidade do Sul de Santa Catarina.