segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Curso: Investigação de crimes cibernéticos em Aracajú - SE

Durante a semana de 21 a 25/11, ministrei aulas de investigação de crimes cibernéticos no Curso de Investigação Policial na Academia de Polícia da Polícia Civil do Estado de Sergipe. As aulas foram ministradas a duas turmas de policiais e delegados, com 20h/a cada, totalizando aproximadamente 50 alunos. O curso, coordenado pela Academia de Polícia Civil de Sergipe, tem carga horária total de 240 h/a.

Investigação de Crimes Cibernéticos em Aracajú-SE (turma manhã)
Investigação de Crimes Cibernéticos em Aracajú-SE (turma tarde)
A Polícia Civil de Sergipe pretende criar uma Divisão de investigação de crimes cibernéticos/eletrônicos e está buscando experiências na área, tendo buscado o apoio da Policia Civil gaúcha, que contribuiu na formação dos policiais, não só nesta edição do curso, mas também na edição anterior, realizada em setembro, durante o Curso de Inteligência de Segurança Pública.

Além de mim, o Delegado de Polícia Higor Vinícios Nogueira Jorge ministrou aulas para uma terceira turma de policiais. Assim, aproveitamos para reforçar os laços de amizade e ideias no livro que trata de investigação de crimes praticados em ambiente virtual, que já está com a editora e deve ser lançado em breve.

Dr. Higor Jorge e Prof. João Pereira acompanhando a aula.
Também durante essa semana, fui recebido pela Dra. Viviane Cruz Pessoa, Delegada de Polícia, Coordenadora da Policia Civil do Interior, por João Eloy de Menezes, Delegado de Polícia, Secretário de Segurança do Estado de Sergipe, além da Dra. Katarina Feitoza, Delegada de Polícia, Superintendente da Polícia Civil de Sergipe (cargo similar a Chefe de Polícia no RS).

Dra. Katarina Feitoza, Dra. Viviane Cruz Pessoa, eu e o Dr. João Eloy de Menezes
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domingo, 27 de novembro de 2011

Entrevista: Cuidado com o que você escreve na rede

Fonte da Imagem: Wikipedia
Reprodução de matéria jornalística do Jornal Gazeta do Povo, Londrina/PR, elaborada pela jornalista Juliana Gonçalves, publicada em 16/11/2011, na qual dei entrevista sobre os cuidados com aquilo que publicamos na internet:

No Brasil, ainda são poucas as restrições quanto ao uso de sites de relacionamento, mas em vários países as proibições já começaram a aparecer

Londrina - Ao mesmo tempo em que as redes sociais trouxeram benefícios para a comunicação interpessoal, elas também passaram a ser ferramentas que prestam desserviços à sociedade. Manifes­tantes usam sites de relacionamento, mundo afora, para promover ataques e até nas salas de aula, por exemplo, o Facebook passou a ser o meio usado para insultos entre professores, alunos e pais. Com o intuito de inibir estes tipos de ações, vários países começaram a adotar meios de controle das mídias sociais. No Brasil, as iniciativas existentes ainda são tímidas e se resumem aos ambientes de trabalho.

Para os crimes virtuais que acontecem no país, aplica-se a legislação comum. A falta de uma lei específica, porém, não impede a punição, segundo a advogada especialista em direito eletrônico Camilla Jimene. “95% das situações ilícitas do meio eletrônico são resolvidas pela lei comum. O Brasil já tem mais de 20 mil decisões proferidas relacionadas a situações eletrônicas”, afirma. No quesito prevenção, por outro lado, o controle maior das redes sociais ainda é exercido pelas empresas. No ano passado, uma pesquisa feita em 35 países pela Manpower, companhia norte-americana de recursos humanos, mostrou que as empresas brasileiras são as que mais controlam o uso de mídias sociais. Segundo o levantamento, que ouviu 34 mil empregadores de todo o mundo, 55% das empresas brasileiras têm alguma política de restrição, contra 20% da média global.

Dicas
Confira algumas sugestões de especialistas sobre o uso dos sites de relacionamento:
Para pais
- Estabeleça horários para o uso da internet. A criança ou adolescente também precisa brincar, praticar esportes e estar com amigos.
- Verifique as redes sociais que os seus filhos navegam, principalmente os mais novos.
- Explique que o computador é um instrumento de estudo, lazer e comunicação, mas que deve ter um uso limitado.
- Converse sempre sobre a exposição que o usuário tem na rede.
Para jovens e adultos
- Não gaste tempo demais do seu dia nas redes sociais.
- Observe se a preferência pelo computador a outras atividades é constante.
- Não cultive mais amigos virtuais que reais.
- Não se exponha excessivamente. Isso pode ser prejudicial para a vida pessoal e profissional.
No trabalho
- Respeite sempre a política de mídias sociais da empresa.
- Tenha bom senso nas publicações.
- Não fale mal da concorrência, nem dos seus colegas.

Em nome da produtividade, os 1,1 mil funcionários da Bratac (empresa de Londrina – Paraná – de fiação de seda) não podem acessar redes sociais no trabalho. Através de um software de gerenciamento, o acesso aos sites é bloqueado. “A empresa acredita que atrapalha a produtividade do colaborador. Algumas redes mandam mensagens por e-mail, informando as atualizações. É tentador checar”, justifica a gerente de TI, Kazue Matsuda.

No Colégio Universitário de Londrina, as mídias sociais estão proibidas. “Na rede da escola o acesso é bloqueado, mas os alunos podem acessar pelo smart­phone ou tablet. Em geral, não temos problemas porque o aluno sabe que, se é proibido, tem sanções”, explica o diretor do colégio, José Antônio Lima.

No mundo

Em agosto deste ano, uma onda de saques e depredações em cidades britânicas fez com que o primeiro-ministro, David Cameron, cogitasse suspender o acesso a redes sociais no país. Facebook e Twitter estavam entre as ferramentas usadas pelos manifestantes para promover os ataques. Na mesma época, a polícia de Nova Iorque anunciou a criação de um departamento de monitoração de redes sociais para prever possíveis motins. Recentemente, o governo chinês anunciou que também pretende intensificar o controle sobre as mídias sociais.

Nos Estados Unidos, uma lei aprovada no estado de Missouri vai proibir, a partir do ano que vem, que professores e alunos sejam amigos em redes sociais e sites que permitem comunicação pessoal privada. O delegado da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Emerson Wendt, não vê razão para leis tão específicas como essa no Brasil. “Temos casos de professores processando pais de alunos e alunos processando professores em razão de comentários publicados em redes sociais. Mas o uso moderado evita esse tipo de coisa”, afirma.

Especialista em crimes virtuais e membro da Associação Internacional de Investigação de Crimes de Alta Tecnologia, Wendt lembra que, nas redes sociais, atitudes banais podem ter consequências inesperadas. “Um dirigente de uma empresa de São Paulo publicou um comentário crítico sobre um time de futebol que, por acaso, era patrocinado pela empresa. Acabou demitido”, conta.

Amizades carecem de contato físico

Não faz muito tempo que, para se comunicar ou se reunir em grupo para dividir experiências, a presença física era insubstituível. Era assim que as amizades funcionavam. Hoje, é praticamente impossível ignorar o papel das redes sociais nas relações.

Essa interferência, segundo a psicóloga e professora da Universidade Estadual de Londrina Carla Braga traz aspectos positivos e negativos para as relações humanas. “São ferramentas de muita utilidade. O que causa prejuízo é quando as relações virtuais passam a ser o único ou o principal meio de estar em contato com as pessoas”, explica.

Privar-se de relações reais, segundo ela, tira a oportunidade de enfrentar as dificuldades e diferenças na relação real. “Quando você é frustrado, você pode simplesmente deletar a pessoa na rede. Isso, na vida real, não é possível. Na maioria das vezes, é preciso enfrentar os conflitos”, pondera a psicóloga.

A antropóloga e professora da Universidade Federal do Paraná, Selma Baptista, lembra que as redes sociais podem ser úteis para manter amizades separadas pela distância ou pelo tempo, além de unir pessoas com interesses comuns. Ela também ressalta, contudo, o efeito negativo provocado pelo isolamento. “Há pessoas que se tornam dependentes de um mundo irreal, onde não há inibição, onde elas são donas da situação e não precisam se expor a negociações com os amigos”, explica.

Até mesmo as amizades entre crianças são influenciadas pelas redes sociais, segundo Selma. “Hoje, é mais difícil para os pais conhecerem os amigos dos filhos. Antes, eles batiam na porta e frequentavam as casas dos amigos. Agora, eles se relacionam mais pelas redes mesmo.”

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Veja como é um filme de terror com as informações que você disponibiliza no Facebook

Seguindo as preocupações expressadas no último post, acredito que todos que usam o Facebook e que têm preocupações com o que ali postam deveriam ver a iniciativa do site Take This Lollipop.
O que fizemos no mundo virtual ecoa na vida real
Acesse o link www.takethislollipop.com e dê permissão para que ele acesse os seus dados no Facebook. A partir daí você vira protagonista de um verdadeiro filme de terror.


O diretor de TV Jason Zada é o criador da ideia. Não se surpreenda muito com o que vais ver, pois é tudo que você já sabe, porém com ótica bem diversa. Após ver o filme, certamente você vai pensar um pouco mais antes de postar algo no Facebook.

Até a próxima!!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O que fizemos no mundo virtual ecoa na vida real

Há algum tempo não vinha escrevendo no Blog até por falta de tempo. Porém, acompanhando várias notícias dos últimos tempos, relativos aos acontecimentos, exposições na vida real e reflexos no cotidiano, senti a necessidade de, novamente, alertar para o tema.

Primeiro, acredito que todos devam ver o vídeo abaixo, elaborado com base no Twitter e Facebook, porém voltado ao aspecto diário, como se aplicássemos todas as regras dessas mídias sociais no nosso cotidiano real.


O principal fato que chamou a atenção é o da adolescente que foi morta após marcar encontro pela internet,  reforçando a necessidade de acompanhamento da vida virtual dos filhos pelos pais e dos alunos pelos professores.

escrevi que não é saudável uma superexposição na web, evitando-se a postagem de informações importantes aos criminosos, como dados familiares, endereços, telefones, onde estamos etc. Da mesma forma, vale lembrar o que escrevi em fevereiro de 2010:


Vale, também, reprisar a série de artigos sobre Segurança nas Redes Sociais (artigo final). Para quem quiser ler, deixo os links para leitura:
Até a próxima!!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Entrevista: Golpista revela esquema da mensagem premiada por celular

Dei uma entrevista sobre o velho golpe do prêmio por torpedo no celular, a qual foi transmitida hoje (14/11) durante o programa Jornal do Almoço (RBS TV).
Sem saber que estava conversando com um repórter, golpista revelou como funciona o esquema da mensagem premiada pelo celular


É bom lembrar que os golpes através de celular têm algumas variantes: 

Primeiro, a do prêmio "ofertado" através de torpedos (SMS), conforme foi noticiado na reportagem;

Segundo, o golpista se faz passar por bombeiro ou policial rodoviário e, após "informar" à vítima sobre a ocorrência de um acidente, dá a entender que uma das pessoas "gravemente feridas" pode ser seu parente: tio, primo, irmão etc.. O criminoso, então, aproveita-se do nervosismo de seu interlocutor para, habilmente, conseguir dele informações como nome e características do suposto parente que esteja na rua àquela hora, momento do acidente. Recebidas as informações, o falso bombeiro ou policial rodoviário se transforma em sequestrador e passa a ameaçar a vítima. Veja como ocorre uma situação similar nesta reportagem da TV Terra.

Terceiro, quando atende o telefone, normalmente de madrugada ou outro horário diferenciado, a "vítima" ouve uma voz chorosa pedindo socorro: "Mãe" ou "pai" ... "eles me pegaram e vão me matar. Me ajuda!". A regra geral e lógica é de que a pessoa, visando entender a situação e na tentativa de se certificar se é seu filho (ou filha) que está falando, acabe revelando seu nome. Imediatamente, o criminoso anuncia o sequestro. Veja em um vídeo como ocorre o golpe, clicando aqui.

Quarta possibilidade: o golpista diz que foi contratado por "um inimigo" da vítima para sequestrá-la e matá-la. Em seguida, imprimindo pavor ao interlocutor, diz que, mediante o pagamento de uma determinada quantia, pode contar-lhe quem é "o inimigo e mandante do crime" e, ainda, desistir de cometê-lo.

Bom, espero ter ajudado com tais informações. Afinal, o trabalho da Polícia Civil também é de prevenir! Comentem!