quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Evento: Government Cyber Security – Fórum

Passo aqui para divulgar o convite para o evento GOVERNMENT CYBER SECURITY – FÓRUM RS 2013 – que acontecerá em Porto Alegre dia 01 de outubro de 2013. Haverá a participação de excelentes palestrantes, destacando-se o Dr. Renato Ópice Blum.



Para confirmar presença, até o dia 27/09 (sexta-feira), enviar mensagem pelo email: luciana@pluralagencia.com.br.

domingo, 22 de setembro de 2013

Atualização do iOS7 e localização do dispositivo em caso de perda ou roubo

Como devem ter lido, a Apple atualizou o sistema operacional de seus dispositivos móveis (compatíveis) para o iOS7 e, além de deixar um layout diferente e bonito (opinião pessoal), trouxe novos recursos de segurança, principalmente com relação à localização de aparelhos furtados, perdidos ou roubados.

De acordo com e-mail enviado após a atualização, o usuário, com acesso ao iCloud, tem como parte do upgrade novos recursos incorporados no Buscar Meu iPhone, recursos estes que dificultam a sua utilização por outra pessoa caso o seu dispositivo seja perdido ou roubado.
Fonte: pesquisa Emerson Wendt

O que melhorou com o Buscar Meu iPhone ativado no iOS 7?

O ID Apple (usuario at email.com) e senha serão sempre requeridos antes que alguém possa:

• Desativar o Buscar Meu iPhone em seu dispositivo.
• Apagar seu dispositivo.
• Reativar e usar seu dispositivo.

Da mesma foram, não é necessário fazer nada exceto manter o Buscar Meu iPhone ativado e lembrar seu ID Apple e senha. Para mais informações, sugere-se a leitura das Perguntas frequentes.

As modificações são bem vindas, pois representam uma maior segurança para o usuário dos aparelhos da Apple. Então, ativem sua localização e boa sorte na localização!!!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Entrevista: Delegado fala sobre espionagem e segurança na internet

Reprodução da entrevista que dei para a Rádio Alvorada de Marau-RS:

As notícias de espionagem à presidente Dilma Roussef, por parte do governo norte-americano, causou um alvoroço no governo brasileiro. O fato, revelado pela imprensa a partir de documentos ultrassecretos vazados pelo ex-agente Edward Snowden apontam que foram vasculhados os sistemas de comunicações da presidente Dilma com seus principais assessores. O fato coloca em dúvida também a segurança na rede mundial de computadores. 

Emerson Wendt, Delegado de Polícia - especialista em investigação de crimes cibernéticos e segurança da informação, afirma que as ferramentas anti-terrorismo dos Estados Unidos preocupa devido a invasão privacidade em muitos.

O delegado, que também é diretor do Gabinete de Inteligência e Assuntos Estratégicos da Polícia Civil no RS, explica que o momento é oportuno para que as pessoas repensem as informações pessoais que são disponibilizadas na internet, em especial nas redes sociais.
Leia a notícia direto na fonte.
Por Ana Lúcia Jacomini , dia 04/09/2013 às 14:44

domingo, 8 de setembro de 2013

Como acompanhar os relatórios de transparência dos provedores de conteúdo

Seguidamente os grandes provedores de conteúdo, como Google, Yahoo, Twitter e Facebook divulgam seus relatórios de transparência. As notícias são, em regra, de divulgação de tais relatórios e, dependendo do veículo de comunicação, tem 'esta' ou 'aquela' avaliação.

Evitando fazer avaliações específicas, o objetivo deste artigo é reunir em um único ponto todos os links de acompanhamento desses relatórios de transparência dos "provedores globais". Vamos a cada um deles:

YAHOO!: Foi um dos últimos a ser divulgado. No último relatório, quanto ao Brasil foram feitos 308 pedidos envolvendo 385 contas de usuários. Desses pedidos, 51 constam como rejeitados; 54 resultaram negativos, ou seja, em nenhum dado encontrado; 146 envolveram apenas a liberação de dados de registro - logs de cadastro e de criação (email alternativo, endereço de IP, nome ou localização); e 57 tiveram conteúdo liberado (textos de e-mail, fotos do Flickr ou outros dados armazenados nos servidores da companhia).
Acompanhe o relatório de transparência do Yahoo! sobre o Brasil:
http://info.yahoo.com/transparency-report/br/ (em inglês)
GOOGLE: O Google tem seu último relatório divulgado com dados até dezembro de 2012. É um dos mais completos e em português. Os relatórios do Google envolvem dados sobre as interrupções mundiais ao tráfego nos produtos e serviços do provedor, solicitações de remoções de conteúdo e relacionamento com governos, as solicitações de dados de usuários e dados sobre o uso de navegação segura.
Acompanhe o relatório de transparência do Google sobre o Brasil:
- Solicitações de dados de usuários- Solicitações de remoção de conteúdos
TWITTER: os relatórios de transparência do Twitter estão atualizados até o final do primeiro semestre de 2013 e podem ser lidos em inglês. Possui dados sobre três itens: solicitações de informações, requisições de dados e violação de direitos autorais.
Acompanhe os relatórios de transparência do Twitter sobre o Brasil:
- Solicitações de informações- Solicitações de remoções
FACEBOOK: a rede social mais acessada do mundo divulgou recentemente seu primeiro relatório, onde o Brasil aparece longe do topo do ranking, apresentando 715 solicitações que afetaram 857 pessoas, das quais somente 33% foram aceitas pelo serviço. O relatório é em português.
Acompanhe os relatórios de transparência do Facebook sobre o Brasil:
- Relatório Global de Requisição de Autoridades

Palestra: A INVESTIGAÇÃO DE CRIMES CIBERNÉTICOS PELAS POLÍCIAS

Divulgando a palestra na Sucesu-RS, onde falarei sobre a contextualização a respeito das estruturas hoje existentes para o combate ao crime cibernético, conceituando e estabelecendo diferenciações conforme previsto na Lei Penal brasileira, além dos principais delitos cibernéticos, formas de cometimento e combate.

Data: 25/09/2013
Horário: 19h às 21h.
Local: PUCRS - FACIN / PRÉDIO 32 - sala 517

Mais dados e inscrição, veja aqui.


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Entrevista: Caiu na rede? O efeito é devastador!

Reproduzo a matéria em que dei entrevista à jornalista Rosângela Monteiro, do Diário Gaúcho, referente ao vazamento de vídeos na internet. A notícia também traz as opiniões do Dr. Marcínio Tavares Neto e do advogado Dr. Leonardo Zanatta.

Foto: TV Globo/Reprodução
Ao estilo Daniela Cicarelli e Tato Malzoni, Michel (Caio Castro) e Patrícia (Maria Casadevall), de Amor à Vida, foram filmados em momento de total intimidade, e o vídeo foi parar na internet, causando o maior constrangimento ao casal no bar que eles frequentam e no local de trabalho dos dois: o Hospital San Magno. Ao contrário da modelo e apresentadora, que escolheu o mar da Espanha para fazer sexo e foi flagrada por um paparazzo, em 2006, na novela, a dupla deixou rolar no provador de uma loja, num shopping, e acabou sendo filmada. A partir daí, a vida nunca mais é a mesma...

Assim como nas outras vezes em que foram flagrados transando dentro do hospital, nenhum dos dois se preocupou muito com a situação, mas, na vida real, ter um vídeo de sexo exposto na rede causa a maior dor de cabeça. Que o diga Daniela Cicarelli, que teve de entrar na Justiça contra vários sites para tirar o conteúdo do ar!

- O melhor é nunca fazer um vídeo assim. Se fizer, pense muito bem antes, estipule regras sobre o que pode ser feito ou não e de que forma será guardado. Tirar este vídeo da internet é um processo complicado - explica o delegado Emerson Wendt, que ajudou a criar a Delegacia de Repressão a Crimes Informáticos, da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

É que grande parte dos vídeos de sexo que caem na rede não vem de flagras de câmeras de lojas, como na novela, mas, sim, dos próprios casais. Muitas vezes, com o fim da relação, um dos envolvidos pode acabar jogando este conteúdo na rede, para constranger ou chantagear o outro.

Titular da Delegacia de Repressão a Crimes Informáticos, o delegado Marcínio Tavares alerta que o ex-namorado que fez isto, por exemplo, será acusado de dano moral e poderá responder a uma ação cível. Como em tudo na vida, é preciso ter bom senso também na hora de deixar-se filmar assim, para evitar que a sua intimidade seja exposta. Por isso, fique por dentro do assunto ao ler as histórias abaixo.

Fuja do papinho!

Não caia no conto da prova de amor, muito citada como justificativa pelas pessoas que tiveram a sua intimidade jogada na rede! Se o seu par exigir um vídeo ou fotos sensuais, fuja!

Grande parte do material que cai na internet é consentido, ou seja, os envolvidos toparam fazer as fotos e os vídeos. Todos os especialistas ouvidos nesta reportagem, que trabalham diretamente com estes casos, alertam para nem autorizar este tipo de filmagem.

- Pode ter um efeito devastador na vida de uma pessoa - salienta o delegado Emerson.

Difícil de esquecer... Aí, entra a família

A psicóloga Ana Figueiró ressalta que os jovens tendem a sofrer mais com situações de exposição como a da novela, pois ainda necessitam de maior aprovação do grupo e, geralmente, não têm recursos pessoais tão estruturados para suportar a rejeição e a crítica. Contudo, em qualquer faixa etária, uma história dessas causa intenso sofrimento e uma dor psíquica.

Neste momento, a família tem um papel fundamental de proteção e aconchego.

- Depois de um baque assim, a pessoa vai precisar de tempo para superar e buscar os seus objetivos, visando um novo horizonte que não tenha relação com o episódio constrangedor - explica a especialista.

Para sempre na internet

Advogado especializado em Direito digital, Leonardo Zanatta recebe em seu escritório, na Capital, todo dia, homens e mulheres que tiveram vídeos íntimos seus expostos na internet.

Diário Gaúcho – Quem mais sofre com isso: homens ou mulheres?
Leonardo Zanatta – O público feminino. Na maioria das vezes, jovens de 18 a 25 anos. Geralmente, estes vídeos vão parar na internet com o final da relação. Tenho um cliente, médico influente, cuja ex se passou por ele num site de relacionamentos, dando o endereço profissional e o telefone residencial. Ele foi demitido (e readmitido depois do processo judicial). Entramos na Justiça contra ela pelos crimes contra a honra, difamação e calúnia. Ele ganhou indenização e, qualquer novo contato que ela fizer, terá de pagar uma multa de R$ 100 mil!

Diário – É possível tirar o vídeo da web?
Leonardo – É caro e tem 50% de eficácia. Consigo remover do site de buscas Google. Mas sites pornográficos de outros países copiam o material.

Diário – O que a vítima pode fazer neste caso?
Leonardo – Se não sabia que estava sendo filmada, pode pedir na Justiça indenização. Se foi consentido, não deve entrar com ação. Geralmente, o juiz não é favorável neste caso.

Lei Carolina Dieckmann

Nem sempre imagens ou vídeos picantes vão parar na internet por vingança de ex. Carolina Dieckmann teve o computador invadido, e 36 fotos sensuais da atriz foram publicadas na web, em maio do ano passado – os hackers envolvidos na invasão do e-mail foram presos.

O caso teve tanta repercussão que a lei federal 12.737, de 2012, ganhou o apelido de Lei Carolina Dieckmann, que torna crime a invasão de aparelhos eletrônicos para obtenção de dados particulares. Delitos desse tipo são punidos, agora, com multa e detenção de seis meses a dois anos.

Fonte: Diário Gaúcho, neste link.

domingo, 1 de setembro de 2013

Como denunciar ofensas e pornografia no Facebook

Há muito tempo escrevi sobre como denunciar situações detectadas no Twitter. Provocado que fui, é importante trazer a forma de denunciar questões danosas no Facebook.
Leia mais: Saiba como denunciar pornografia infantil detectada no Twitter
No entanto, antes de iniciar é importante esta observação: nada substitui a preservação das evidências e o registro dos fatos nos órgãos oficiais (Polícia Civil ou Federal, de acordo com a atribuição). Sobre denúncias online, a Polícia Civil do RS possui o "Denuncie" (www.pc.rs.gov.br).
Leia mais: Órgãos especializados no combate aos crimes virtuais e denúncias online
Bom, vamos lá: no Facebook existem duas situações. Ou você tem conta ou não tem. Tendo conta, as opções são variadas. A própria rede social traz as orientações, nos diversos casos: linha do tempo, anúncios, eventos, grupos, mensagens, páginas, fotos e vídeos, publicações, publicações na sua linha do tempo, perguntas e algo que você não consegue visualizar.

O link do Facebook para "denunciar problemas", com todas as orientações é este: https://www.facebook.com/help/www/181495968648557. Visando auxiliar, a comunidade do Brasil do Facebook fez um vídeo de orientação. Veja:
Importante referir que o Facebook contém orientações específicas para, por exemplo, os casos de Bullying, voltadas tanto para adolescentes quanto para pais (leia mais aqui). Nestes casos, bastante comuns nas redes socias, as orientações vão desde a detecção de situações em relações a terceiros quanto àquelas em que, por exemplo, os filhos estão sofrendo bullying pela rede.

Caso o interessado não possua uma conta, o Facebook possui orientações específicas. A principal é o preenchimento deste formulário (aqui) no caso de abusos. No caso de alguém estar se passando por você, basta preencher este formulário, denunciando o que o Facebook chama de "conta impostora". Interessante que para cada opção existe uma sequência de orientações:


Quando alguém pretender denunciar algo que não consegue ver, a melhor forma de denunciar abuso no Facebook é usar o link de denúncia ao lado do conteúdo que se deseja denunciar. Porém, caso você não consiga usar um link de denúncias pois não tem uma conta no Facebook ou não consegue visualizar o que você está tentando denunciar, faça uma denúncia aqui. Da mesma forma, para cada opção, há uma orientação de sequência diferente:


Ainda e principalmente, existem orientações próprias de como denunciar itens inapropriados ou abusivos no Facebook, como, por exemplo, as situações de pornografia, discurso de ódio, ameaças etc. O Facebook promete remover itens que violam os Termos do Facebook (ex: pornografia, discurso de ódio, ameaças, violência gráfica, bullying e spam). Se qualquer usuário se deparar com algo no Facebook que viole esses termos (veja o link anterior), utilize o link de denúncia ao lado do item abusivo para enviar uma denúncia.

Da mesma forma, existem outras ferramentas mais simples para lidar com abuso. Quando a pessoa estiver frente a algo que não lhe agrade no Facebook, mas que não viole os referidos termos, ela pode (clique nos links para mais orientações):
Ocultar do Feed de notícias
Enviar uma mensagem à pessoa responsável pela publicação do item que está te incomodando e solicitar que ela o exclua.
Desfazer amizade ou bloquear a pessoa responsável

Boa leitura! Deixe sua colaboração ou dúvida aqui.