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Entrevista: Cidadão brasileiro está vulnerável nas redes sociais

Passando para registrar e divulgar a entrevista à Rádio Guaíba (Porto Alegre-RS). A notícia também foi divulgada no site do Jornal Correio do Povo. Eis as divulgações:

Rádio Guaíba:

Delegado Emerson Wendt disse que o acesso a informações e dados pessoais dos usuários na internet pode ser fácil para hackers

O delegado Emerson Wendt, em entrevista ao Programa Guaíba Cidades disse que o cidadão brasileiro está vulnerável nas redes sociais. O especialista em investigação sobre crimes cibernéticos destacou que o acesso a informações e dados pessoais dos usuários na internet pode ser fácil para hackers e especialistas no assunto. 

Para os serviços de bate-papo ou mensagens enviadas via celulares ou dispositivos móveis, ocorre a mesma coisa. “O Facebook, por exemplo, que é a rede social mais utilizada no Brasil, utilizado no celular, tem uma marcação automática que revela a localização onde você está. Então tem que desabilitar aquela função a cada novo bate-papo e desativar o seu GPS, senão as pessoas com quem você está conversando sabe onde você está”, destacou. 

O especialista também falou sobre a polêmica gerada após a divulgação de espionagem de países como Estados Unidos e Canadá sobre o Brasil. Ouça a entrevista na íntegra nos links
Ouça o áudio: Rádio Guaíba
Fonte: Luis Tósca/Rádio Guaíba

Correio do Povo:

Delegado recomenda evitar divulgar localização na internet
Presidente Dilma determinou reforço de segurança em e-mails do governo

Diante da polêmica gerada após a divulgação de espionagem de países como Estados Unidos e Canadá sobre o Brasil, a presidente Dilma Rousseff determinou ao Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) a implantação de um sistema seguro de e-mails em todo o governo federal. Já o usuário comum precisa ter alguns cuidados ao acessar a internet, como evitar informar sua localização. "A principal desproteção hoje do cidadão brasileiro é nas redes sociais. Não é nem na questão dos e-mails em si",explicou o especialista em investigação sobre crimes cibernéticos, delegado Emerson Wendt, em entrevista à Rádio Guaíba nesta segunda-feira.

O acesso a informações e dados pessoais dos usuários na internet pode ser fácil para hackers e especialistas no assunto. “A TV mostra seguidamente pessoas acessando a internet de ambientes como bares, restaurantes, todo e qualquer lugar público. Qualquer hacker que tiver na mesma rede consegue capturar todos os dados, inclusive senha dos usuários, principalmente se a pessoa está usando um dispositivo móvel celular, que não tem toda a segurança de um computador”, explicou.

Sistemas e aplicativos de geolocalização, como o Foursquare e o próprio Facebook, permitem que o usuário de mídias sociais publique um roteiro das localizações em que esteve ou estava - os check-ins. Nos Estados Unidos, algumas marcas se beneficiam da ferramenta e, à medida que você acumula pontos, pode ganhar produtos e serviços. “Nos Estados Unidos, se você está fazendo check-in em um lugar, você tem algum por cento de desconto no produto. Eles usam muito essa questão comercial”, exemplificou o especialista. No Brasil, porém, essa prática não é comum, mas a adesão ao check-in nas redes sociais está cada vez mais frequente. “Eu sempre digo que a pessoa deve usar isso de maneira moderada. A orientação que a gente dá em termos se segurança, por exemplo, se você faz um check-in em um restaurante, é que você faça na saída. Porque dá menos tempo de eventual pessoa fazer abordagem física”, orientou.

Para os serviços de bate-papo ou mensagens enviadas via celulares ou dispositivos móveis, ocorre a mesma coisa. “O Facebook, por exemplo, que é a rede social mais utilizada no Brasil, utilizado no celular, tem uma marcação automática que revela a localização onde você está. Então tem que desabilitar aquela função a cada novo bate-papo e desativar o seu GPS, senão as pessoas com quem você está conversando sabe onde você está”, destacou.

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