sábado, 18 de julho de 2009

Os casos de espionagem que fizeram história

Fonte: Sapo.pt - 18 Julho 2009

Amantes, agentes duplos, envenenamentos. A espionagem usava de tudo um pouco, antes de ter acordado para as potencialidades da Internet.

O guarda-chuva

Escritor e dramaturgo búlgaro, Georgi Markov fugiu da Bulgária no tempo em que esta era governada pelo ditador comunista Todor Jivkov. Após ter passado para o lado dos ocidentais, trabalhou como jornalista na Rádio Europa Livre, na BBC e na Deutsche Welle. Algumas vezes as suas transmissões eram usadas para criticar o regime. A 7 de Setembro de 1978, dia do seu aniversário, foi atingindo pelo bico da sombrinha de um homem que passava na ponte de Waterloo em Londres. Morreu quatro dias depois. Tinha 49 anos. Mais tarde verificou-se que tinha sido envenenado com rícino pela polícia secreta búlgara, com o auxílio dos soviéticos do KGB.

O segredo atómico

Ethel e Julius Rosenberg - um casal de comunistas americanos - foram executados, em 1953, depois de terem sido acusados de espiar para os soviéticos e de terem passado a estes o segredo da bomba atómica. Houve outros casos de espiões atómicos, mas muitos dos que confessaram não foram condenados à morte. Foi o caso de David Greenglass, irmão de Ethel, o qual fornecera documentos confidenciais de Los Alamos - laboratório americano onde foi fabricada a arma nuclear.

O espião da Stasi

Günter Guillaume era secretário do chanceler da Alemanha Ocidental Willy Brandt. Quando foi descoberto que ele e a mulher, Christel, eram espiões da polícia secreta da Alemanha de Leste, a Stasi, o escândalo provocou a demissão do chanceler social-democrata em 1974. Guillaume foi condenado a 13 anos de prisão por espiar para os comunistas, a mulher apanhou oito anos. Em 1981 foi entregue aos alemães de Leste, em troca de espiões ocidentais que tinham sido apanhados pelas autoridades da Alemanha de Leste. Guillaume morreu em 1995, a mulher faleceu nove anos mais tarde.

O caso Profumo

Este foi um caso político que abalou o Reino Unido em 1963 e herdou o nome de um dos seus protagonistas: o ministro da Defesa, John Profumo. O caso desenrolou-se depois de Profumo ter uma relação com uma rapariga chamada Christine Keeler - a qual era também amante de um conhecido espião russo - e de ter mentido sobre isso na Câmara dos Comuns quando foi questionado. A mentira forçou a sua demissão e manchou a reputação do primeiro-ministro Harold Macmillan.

Mata-Hari

Margaretha Geertruida "Grietje" Zelle, Mata-Hari de nome artístico, era uma dançarina exótica dos Países Baixos que foi fuzilada por espionagem durante a I Guerra Mundial. Filha de um empresário e de uma descendentes de javaneses, dormiu com inúmeros oficiais, tanto franceses como alemães. Foi executada a 15 de Outubro de 1917. Em 1931, num filme feito em sua homenagem, a sua personagem foi interpretada pela actriz Greta Garbo.

O judeu americano

Jonathan Pollard é um ex-agente dos serviços de informações da marinha norte-americana que foi condenado a prisão perpétua por passar segredos militares a Israel. Em troca recebia diamantes e dinheiro. Judeu, encontra-se no estabelecimento prisional de Marion, no Ilinois, tendo nacionalidade israelita desde 1995. Negando que ele tenha sido um espião até ao ano de 1998, o Estado hebreu tem feito lóbi para ver se existe alguma hipótese de conseguir colocá-lo em liberdade.

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