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Brasil é recordista mundial de crimes praticados pela internet

Redação: Portal IMPRENSA

A Justiça brasileira registrou, no ano de 2008, mais de 17 mil ações contra crimes praticados pela internet, noticiou a Agência Brasil. De acordo com o advogado Renato Ópice Blum, especialista em crimes digitais, o uso de novas tecnologias traz benefícios, mas também favorece o aumento de litígios na web, como calúnia, pedofilia, difamação e instalação de programas espiões. Segundo o advogado, tais números colocam o Brasil como recordista mundial de crimes praticados pela web.

Na avaliação de Blum, falta adequação da legislação brasileira aos crimes praticados na rede, muitos deles acobertados por lacunas do Direito. "Nós temos aí 95% de cobertura da legislação para crimes eletrônicos. Dentro desses 95%, 70% apenas de uma boa cobertura, por exemplo, no caso de um crime contra a honra, uma difamação. A pessoa que comete esse ato ilícito pode estar sujeita a uma pena máxima de dois anos, dois anos e meio; uma pena dessa não coloca ninguém na cadeia, porém, o potencial de uma ofensa cometida pela internet expondo a pessoa, a honra da pessoa ao mundo inteiro, é muito elevado, e isso talvez justifique o encarceramento".

O especialista em internet, apesar de ressaltar que não existe 100% de segurança na rede, menciona que a educação quanto aos perigos da web pode evitar danos maiores à população. "Essa pessoa tem que saber, tem que ser alertada de que existem riscos, tem que tomar algumas cautelas, tem que ter algum programa que dê o mínimo de segurança, um antivírus e, acima de tudo, nós todos devemos ter muito bom senso, evitar clicar em links que costumamos receber por e-mail. Ao invés de clicar no link da loja, vamos lá escrever o endereço da loja ali na janelinha do navegador, vamos tomar cuidado com e-mails com promessas mirabolantes", declara Blum.

Em meio aos crimes na internet, outro setor que deve crescer neste ano são as vendas online. Segundo uma empresa de marketing especializado, os negócios via web devem ter um acréscimo de 50% em 2008, se comparado a 2007.

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